1.4.09

da natureza dos lugares

Há uma intrínseca tristeza na vida urbana pura. Nem boa nem má. Mas consegue-se ver transparente nos rostos de quem está nesta viagem. Podem ter olhos grandes negros supostamente impenetráveis. Podem ter 12 anos e caminhar de jeans compradas na feira. Podem fazer a barba todos os dias sistemáticos às 6h30 da manhã. Pode chover e pode estar um sol radiante. Nada indica que essa tristeza seja real, mas está lá, omnipresente. Isso, ou andar de metro em Lisboa com Decades dos Joy Division nos ouvidos a mascarar tudo o que se passa à minha volta.

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