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23.10.09

ainda sobre as palavras

as palavras perduram tanto como flocos de neve no verão

8.9.09

do perigo iminente


É talvez um cliché tão gasto este de dizer que Blade Runner é um marco na história do cinema pessoal de muito de nós, e esta uma das mais emocionantes e poéticas facetas.

Não apenas por ser de facto um filme impressionante, e esta cena uma ilustração magnífica, o que hoje me traz aqui é uma referência à minha voz, à minha música (Filled With Light EP) revista na Music Musings and Miscellany e às palavras que não são minhas, me deixam lisonjeado e orgulhoso por me compararem a tão ilustre imaginário, monstro sagrado.

Excerpto de crítica ao EP filled with light de Subterminal no Music Musings and Miscellany.

17.8.09

lê-se na trompa

Apresento-vos o meu novo trabalho de palavras e sons. Uso as palavras de Rui Dinis do Blog A Trompa.

De olhos bem abertos.

Como num redespertar. Um estranho acordar que se vai repetindo a cada noite; a cada dia que passa, ou se pensa que passa. Como uma experiência virtual qualquer; ou talvez não. Talvez seja apenas um normal mas assustador despertar. … “Filled With Light”.

“Filled With Light” desperta-nos em dois sentidos diferentes. Um primeiro, por ser apenas um EP que é parte de um álbum ainda a editar; e um segundo, porque nesse álbum, a poesia, elemento central e sempre presente no trabalho de Subterminal, faz a apologia da vida digital. “Filled With Light” é como que o trailer de um filme completo que veremos mais adiante; um resumo já com princípio, meio e fim. Mas para já, importante é o despertar e “Filled With Light” desperta; desperta-nos.


Para mais informações vejam o site da XS Records no qual colaboro.

16.6.09

valter hugo mãe da palavra ao som

porque é uma bela ocasião e porque gosto do que escreve aqui fica a novidade. ah, e aproveitem para passar pelo blog casadeosso.

valter hugo mãe estreia como vocalista do projecto governo (antónio rafael, miguel pedro – ambos também dos mão morta –, henrique fernandes – também dos mécanosphère). o primeiro tema a ser ouvido chama-se «meio bicho e fogo», está incluído na colectânea «novos talentos fnac 2009», agora à venda, e o seu vídeo oficial é uma animação de esgar acelerado (com desenhos de esgar acelerado e sara macedo).

GOVERNO - Meio Bicho e Fogo from 8 e Meio on Vimeo.

25.4.09

da digital idade


Somos arquitectos puros
Não temos de nos preocupar em explicar o que une a recta mais que o conjunto dos seus pontos

Somos visionários
Não temos medo da alma nem do segredo nem do desconhecido
Somos fantasmas dentro da máquina
Nós somos verdadeiramente o fantasma
Os sussurros são nossos fragmentos interjeições perguntas e respostas
A causa e a consequência da memória

24.2.09

alumina

Apresento-vos orgulhosamente a minha primeira composição musical, onde misturo paisagens electrónicas, alguns apontamentos de outros sons e a minha voz sobre os meus poemas, os quais tenho vindo a deixar pedaços espalhados por esta realidade outra.

DOWNLOAD AQUI

14.1.09

ainda a obsessão pela palavra cantada ou dita




SOU ESTRUTURA TRANSPARÊNCIA

8.1.09

doçura II


ESTOU PARA LÁ

DE TODO O CONTEXTO

OBLÍQUO

6.1.09

doçura



ESTOU PARA LÁ 

DE TODA A MATÉRIA 

DIFUSO

29.12.08

interestelar



SOM LUZ MATÉRIA CORPO


do panorama

Algo há que espreita por uma janela. 
São gotas ferrugem.
Observam o pairar do pó metálico que exalo. 

Nas veias corre alumínio.
Na pele uma delicada camada de alumina.
SOU PENA DE PÁSSARO
Transmuto a rocha em líquido suspenso.

Algo há que respira sobre a janela.
Névoas acobreadas formam-se e deformam-se com a inalação e exalação.
O vidro reclama a minha posse.
SOU ESTRUTURA TRANSPARÊNCIA

Algo há que se vê através de mim.
Toda a minha existência.
ALUMINA MALEABILIDADE FRAGILIDADE.

26.12.08

dos nós e da regulação




Botões e cabos. É talvez uma parte da nossa estória pessoal. Vivemos ligados e em regulação sempre. Detestamos talvez cabos eléctricos atravessados na nossa visão. Deixamos enredar-nos neles. E não os conseguimos desenlear. Os nós modernos dos pescadores, que acompanhando a nossa urbanidade são nós sem organização.

Botões ligados, botões desligados. Palavras soltas ou orgulhos contidos em arrependimento. Desliga aí o botão da censura se faz favor. Ora aumenta lá a intensidade da tua produção. Chaplin via parafusos em todo o lado, como numa linha de montagem eterna que é a nossa vida.

Eu se fizesse uma revisão dos tempos modernos, substítuia os parafusos por botões e cabos. Assim tem sido a minha vida nestes últimos dias.

22.12.08

da alumina



Uma fina camada, pele, de óxido de alumínio protege o corpo da corrosão ferrugem. Daqui parti em busca de muito mais significados. Nasceu um corpo, som, palavra, substância, ALUMINA.

Mais detalhes em SUBTERMINAL.

19.12.08

dos infrassons

Excerpto de "Alumina" peça musical em concepção

Este é o meu bater ouvido através do teu corpo MÃE. 
Sou sonar, sou ecografia, onda reflectida nas paredes do teu ventre MÃE. 
Sou picareta apontada ao centro da TERRA.

Revolve-se o solo, a rocha, o líquido.
O mistério da escuridão desnuda-se à luz do teu frontal.
Aqui não há estalactites nem estalagmites.
Apenas o tilintar do teu bafo nas jazidas de metal subliminar. 

Sou teu MÃE.
Dúctil na chama fustigada pelo martelo.
Sou teu MÃE.