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19.7.09

como seara

E agora aqui vejo-te, como seara ainda jovem que galga os campos como ondas incontroláveis de um mar tempestuoso. E as tuas mãos como a centopeia que fazem cócegas no éter e transportam as tuas sementes espalhando a fúria da decisão.

E os teus abismos aos magotes saltando nos poços fundos que trago no peito escancarado à brisa da madrugada húmida do orvalhar das nossas lágrimas de riso da noite da festa de que partimos a meio sem avisar e naquela eternidade que foi como um fogacho nas nossas vidas ficámos a sós. Com os nossos abismos.

(como seara aumentada por Paulo Bernardino Ribeiro)

19.6.09

suspenso

5.6.09

a palavra por leonard cohen

... I love to see you naked over there
especially from the back...

excerpto do Poema "Take this longing"  do álbum "New Skin for the Old Ceremony".

27.5.09

como se fossemos árvore

para r. vezes dois
Como se fosse seiva deslizando na atmosfera. 
Como se fosse primavera em flor.

Como se te tocasse rígido embalado pelo vento.
Como se os teus dedos esverdeados estremecessem.

Como se no ventre carregasses o fruto.
Que carregas uma e outra vez.

Como se fossemos árvore flor e fruto.
Uma e outra vez.

24.5.09

15.2.09

do corpo da erva



24.11.08

dos edifícios devolutos


12.11.08

das redes viárias do povo da erva



Uma possível fotografia aérea do nó da Buraca da Segunda Circular em Lisboa, se fóssemos o povo das árvores.

9.11.08

da linha da sorte e da linha da anca

l'oiseau frivole de nos destins

' do filme "pierrot le fou" de Godard'

da realidade outro paradoxo



Tenho para mim que da seiva das árvores uma humanidade eléctrica se continuará a erguer.