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a janela tem grades de ferro
e as tuas mãos presas a elas
de dentro a fora
e as minhas mãos presas
desde o pescoço às omoplatas
apertando as ancas
observo a rua
escuto as onomatopeias que libertas
e depois suspiro
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paredes meias com a sociedade
vivemos
ouvimos o cão e a família em cima
o gato e a sua dona ao lado
em baixo os amantes de tempos a tempos
contra a porta da rua
amo-te devagar
a tranca é metálica
e estremece ruidosa
ao mesmo ritmo que tu
